Loading

Luís Vendeirinho

Flores e Incensos (soneto)

Flores e Incensos (soneto)

Se também cai neve sobre o teu ombro

E na tarde o silêncio que se encosta

Vem cedo o frio que não entendo

Para esta dor que em nós se encontra


Dos tempos longos resta o Outono

As madrugadas lentas de um dia breve

Sonho de um céu onde me escondo

Entre ilusões nossas de que cai neve


O manto lento da memória

Cobre o meu ombro e teus silêncios

Sem que haja Sol, sem que haja glória


Ficam os cantos, as flores e incensos

Fica o degelo em sua fúria

E entre as mãos beijos imensos

LV